Conferência: O Futuro da Oncologia Pediátrica

Com o compromisso, há 30 anos assumido, de ser e dar voz às crianças com cancro e suas famílias, a Acreditar lançou para discussão pública o complexo tema da organização dos cuidados em oncologia pediátrica.

Por terem características semelhantes ao nosso país, como geografia e demografia, foram apresentadas as experiências da Irlanda e dos Países Baixos que, com as suas especificidades, adotaram modelos de centralização dos cuidados.

No caso do Prinses MaximaCentrum fazemos notar o impacto desta mudança no aumento da taxa de sobrevivência, justificada em grande medida pela concentração de meios e profissionais muitíssimo treinados, especializados e atualizados.

Conhecendo o Children’s Health Ireland percebemos como esta reorganização potenciou a quantidade e qualidade da investigação científica que está, naturalmente, depende da proximidade entre os cientistas e os casos clínicos.

Com taxas de sobrevivência a rondar os 80% e assumindo que é objetivo comum chegarmos ao dia em que todos os casos são tratados e curados, estamos certos de que o caminho passa por potenciar a qualidade dos cuidados e uma investigação em larga escala para a especificidade da oncologia pediátrica, que representa (apenas) 1 a 3% dos diagnósticos de cancro.

Reunidos ex doentes, famílias, profissionais de saúde e muitos outros interessados na qualidade de vida em oncologia pediátrica, demos com esta conferência o “pontapé de saída” para uma discussão que se quer alargada – comprometemo-nos a envolver os decisores políticos, e fundamentada – é indispensável a recolha de dados que permitam uma análise objetiva da realidade.

Sempre, sempre, sempre movidos pelo interesse das crianças = melhores tratamentos, menos sequelas, mais sobrevida e com qualidade, tudo faremos para que este prevaleça face a todos os outros que, naturalmente, existem e terão de ser tidos em conta.

Este encontro dependeu da disponibilidade e interesse dos especialistas: Adriana Danês da Fundação Champalimaud, Ana Lacerda do IPO Lisboa, Jorge Lima do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular, Leonor Beleza da Fundação Champalimaud, Marianne Wilstra do Prinses MaximaCentrum, Nuno Farinha da Sociedade de Hematologia e Oncologia Pediátrica, Owen Smith do Children’s Health Ireland e Rob Pieters do  International Society of Paediatric Oncology. Da moderadora Dulce Salzedas, da Fundação Champalimaud que cedeu o espaço e do Hotel Corinthia que assegurou o coffebreak.

Obrigado a cada um por, na sua esfera, se dedicar ao bem-estar de quem, sempre cedo demais, se confronta com uma doença oncológica.

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