O Retinoblastoma é o tumor maligno ocular mais frequente na criança e corresponde a cerca de 3% dos tumores pediátricos. Atinge um ou ambos os olhos nos primeiros anos de vida. Tem origem nas células da retina.
Nos países desenvolvidos, onde se inclui Portugal, a taxa de sobrevida global é de 95%.
Nos últimos anos tem ocorrido grande evolução no seu tratamento, com melhoria da preservação do globo ocular e da visão, para o qual também contribui o diagnóstico precoce.
Existem vários sinais e sintomas presentes no diagnóstico do Retinoblastoma.
São crianças que têm habitualmente bom estado geral e não aparentam estar doentes.
Perante os seguinte sinais /sintomas deve ser pesquisado:
Embora seja um cancro com sobrevida elevada, a maioria destes crianças vive com as consequências de um diagnóstico tardio, com perda de um ou ambos os olhos e consequente uso de prótese ocular, diminuição de visão, ou mesmo cegueira total. Cerca de 60-70% dos casos com Retinoblastoma diagnosticados tardiamente necessitam de enucleação (remoção completa do globo ocular).
É vital que os médicos, em particular os Pediatras e Médicos de Medicina Geral e Familiar, conheçam os sinais de alerta, como pesquisar o Reflexo Vermelho, para que possam referenciar com urgência sempre que necessário.
Mais de 80% dos doentes são diagnosticados tardiamente e todos eles após suspeita levantada pelos pais ou outros familiares.
O Retinoblastoma é hereditário em cerca de 40% dos casos e toda a criança portadora do gene Rb tem cerca de 90% de risco de vir a ficar doente. Nestes casos o rasteio deve ser realizado desde o nascimento e no Centro de Referência Nacional em Onco-Oftalmologia.
A observação em consulta de Genética dos casos de Retinoblastoma familiar é obrigatória para a realização do estudo e aconselhamento genéticos. É possível o estudo genético pré-implantatório e pré-natal (biópsia das vilosidades coriónicas e amniocentese) nos casos dos casais em que um é portador do gene Rb.
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