Viver o Dia da Mãe com um Filho com Cancro

“Uma mãe tem sexto sentido – sente quando o filho está mal.”

“Podemos e temos que ser sempre a base para os nossos filhos. Sentimos coisas muito diferentes como medo , insegurança e incertezas de como tudo irá correr mas sempre com força para lutar e nunca desistir.”

“Rir e chorar ao mesmo tempo, não saber como proteger o nosso “bebé”

“Uma mãe pode sentir angústia e dor profunda ao mesmo tempo que encontra a coragem e a resiliência. Pode estar desanimada e sem esperança ao mesmo tempo que é invadida por uma força hercúlea que a ajuda a enfrentar mais um desafio. Pode ser muito feliz com uma pequena conquista e desmoronar com a perspectiva do sucesso.”

“Falarmos da doença. O medo, a volta que a nossa vida deu. A dor que sentimos e a angústia emocional.”

“Temos de ser compreensivos, dar o espaço que precisam quando querem estar sozinhos, o cantinho deles, como nós quando estamos bem.”

“Não saber o dia de amanhã, se ainda estaremos juntos, onde falhamos e não conseguir perceber como e porquê isto aconteceu.”

“Aceitar que aquilo está mesmo a acontecer na vida do meu filho, na nossa vida! Lidar com a dor e frustração mas também perceber as pequenas conquistas como grandes passos, um dia de cada vez! O desafio é nunca desistir, mas perceber que precisas de ajuda!”

“Há mais dias difíceis que bons porque infelizmente nós não podemos estar no lugar dos nossos filhos. Sentimo-nos impotentes, eu trocaria de lugar há muito tempo e não deixaria passar pelo que está a passar.”

“Os dias bons são, em cada consulta, ouvir que está tudo bem. Ver a minha filha bem, sem dor, a ir à escola. Cada conquista é uma vitória. Os dias difíceis quando por momentos vamos abaixo, choramos, quando pensamos em tudo o que estamos a viver, a incerteza de que tudo ficará bem… Mas temos que ACREDITAR sempre que juntos vamos vencer.”

“Não há dias difíceis ou fáceis, mas sim momentos. Claro que as primeiras semanas foram difíceis porque é difícil aceitar e ver o estado em que a criança fica, perceber que não se sabe o dia de amanhã. Os dias em que sabemos os resultados de exames e há um aperto no peito, tudo isto faz com que uns dias sejam mais difíceis que outros. Contudo, o facto de ser criança e a sua ingenuidade leva a que haja sempre momentos felizes e por isso dias bons.”

“É um turbilhão de sensações, é chorar de emoção nos dias bons e rir de nervoso nos dias maus! Ser mãe de uma criança com uma doença oncológica é ter o coração sempre nas mãos, cada vez que faz análises, mesmo que já esteja curado(a).”

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